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UM POÇO DE HIPOCRISIA DENTRO DE UM MAR DE IGNORÂNCIA

Há algo de profundamente revelador quando certos grupos comemoram não uma vitória, mas a derrota de alguém que representa o próprio país. A celebração pela não premiação do ator brasileiro Wagner Moura, expõe mais do que uma divergência política — revela uma contradição enraizada, quase estrutural.

O discurso patriótico, tão inflado em momentos convenientes, parece perder força quando o sucesso nacional não se alinha à cartilha ideológica de quem o professa. Amar o país, nesse caso, torna-se condicional: ama-se apenas quando o Brasil confirma crenças pré-estabelecidas. Caso contrário, torce-se contra. Vibra-se pelo fracasso.

Essa inversão de valores não para por aí. Há também uma curiosa devoção a potências estrangeiras, muitas vezes acompanhada de pedidos explícitos por intervenções externas — inclusive violentas — no próprio território nacional. Um tipo de patriotismo que flerta com a autossabotagem, onde a soberania vira moeda de troca no altar das convicções.

A apropriação de símbolos religiosos e nacionais segue a mesma lógica: intensa na aparência, frágil na coerência. Bandeiras são agitadas, discursos inflamados são proferidos, mas o conteúdo frequentemente se dissolve em contradições difíceis de sustentar.

No fim, o que se vê não é apenas uma corrente política, mas um retrato inquietante da capacidade humana de sustentar ideias conflitantes sem aparente desconforto. Um terreno onde a lógica cede espaço à conveniência, e onde a realidade é moldada não pelos fatos, mas pelas narrativas escolhidas.

Talvez, mais do que um posicionamento ideológico, isso revele um fenômeno mais amplo: a dificuldade de lidar com complexidade, substituída por certezas simplistas — ainda que profundamente contraditórias.

 

 

O Patriotismo do "Quanto Pior, Melhor"

 

O Brasil é um país de fenômenos climáticos previsíveis, mas de fenômenos antropológicos inexplicáveis. O mais recente deles é o "patriota de torcida contrária". É um sujeito que acorda, veste o verde e amarelo com o rigor de uma farda e corre para as redes sociais para celebrar... o fracasso do Brasil.
A bola da vez foi Wagner Moura. Quando o talento nacional não volta com uma estatueta dourada de Hollywood, o patriota em questão solta fogos. Não importa que o cinema seja uma indústria que gera empregos e exporta nossa identidade; se o artista não reza pelo catecismo do "mito", sua derrota é uma vitória da nação. É um nacionalismo às avessas: ama-se a terra, mas odeia-se o povo que nela produz.
A esquizofrenia política não para por aí. O mesmo cidadão que brada "soberania" em letras garrafais é o que, sem um pingo de rubor na face, marca o perfil do exército americano pedindo uma intervenção, uma bomba ou uma sanção que castigue o próprio quintal. É o primeiro caso na história da geopolítica em que o amor à pátria se manifesta pelo desejo de vê-la sitiada.
Nas ruas, o figurino é um espetáculo de incoerência. Enrolam-se na bandeira de Israel com um fervor messiânico, ignorando que, na lógica daquela mesma bandeira, o Messias cristão é uma figura ainda aguardada, não reconhecida. Mas a coerência é um luxo desnecessário para quem transformou a política em torcida organizada.
No fim, o bolsonarismo revela-se menos como ideologia e mais como um ressentimento estético. O "Brasil acima de tudo" tornou-se uma cláusula condicional: o país só vale a pena se for pequeno, silencioso e isolado. Fora disso, resta o aplauso ao bombardeio e o brinde ao fracasso alheio. O patriotismo, nesse balcão de negócios, virou apenas o nome fantasia do puro ódio ao vizinho.
 
 

 

 

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Não deixe que o passado construa grades ao redor da sua vida. Muitas vezes carregamos lembranças como se fossem correntes invisíveis: erros cometidos, escolhas precipitadas, palavras ditas na hora errada ou oportunidades que passaram diante de nós como um trem que não voltou mais. Mas o passado não foi feito para nos aprisionar — ele foi feito para nos ensinar.

Cada experiência vivida, mesmo as mais dolorosas, carrega dentro de si uma semente de aprendizado. A queda ensina equilíbrio, a perda ensina valor, e o erro ensina direção. Quando insistimos em reviver o que já aconteceu, damos ao ontem um poder que ele não deveria ter. O passado não pode ser reescrito, mas o presente pode ser vivido de uma forma diferente.

A sabedoria está em olhar para trás não com culpa, mas com consciência. Em vez de perguntar “por que aconteceu?”, talvez a pergunta mais libertadora seja “o que eu aprendi com isso?”. É essa mudança de perspectiva que transforma cicatrizes em mapas.

A vida não é uma sentença definitiva escrita em pedra. Ela é um caminho em constante construção. O que você foi ontem ajudou a formar quem você é hoje, mas não determina quem você pode ser amanhã.

Liberte-se do peso das memórias que já cumpriram seu papel.

O passado foi uma lição. O futuro, esse sim, ainda está esperando para ser escrito.

 

 O passado pode ensinar o caminho, mas não deve decidir o destino.
Errar faz parte da vida; permanecer preso ao erro é uma escolha.
Cada cicatriz carrega uma história de aprendizado e superação.
O ontem explica quem fomos, mas não limita quem podemos nos tornar.
Quando transformamos lembranças em lições, o futuro ganha novas possibilidades.

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‘LIÇÃO DE VIDA’...
Um mendigo entra num bar e pede a um homem que lhe pague um café.
Com pena, o homem oferece-lhe uma cerveja. O mendigo diz: 
- Não, obrigado. Não bebo. Só quero o café. 
Então o homem lhe oferece a compra de um bilhete de Loteria.
- Não, obrigado. Não jogo. Só quero o café. 
Com muita insistência o homem oferece-lhe um cigarro. 
- Não fumo. Só quero o cafezinho - recusa o mendigo.
O homem insiste novamente e diz que paga uma noitada com uma prostituta.
- Não, obrigado. Eu não traio a minha mulher. Só quero um café. 
Então o homem leva o mendigo para a sua casa e diz à mulher para preparar café.
Curiosa, ela pergunta ao marido:
- Por que é que trouxeste para casa um mendigo sujo só para tomar um café? 

- Para te mostrar como fica um homem que não bebe, não joga, não fuma e não dá uma trepadinha por fora de vez em quando...

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APÓS A CRIAÇÃO DO UNIVERSO
Deus tinha terminado sua obra de criação do Universo quando se deparou com duas coisas que ele havia esquecido de implantar. Resolveu então dá-las a Adão e Eva. Ele contou que uma das coisas que tinha era algo que permitiria ao seu dono urinar em pé.
- É uma coisa muito prática - disse Deus - e gostaria de saber quem de vocês dois a deseja.
Adão deu um pulo e implorou:
- Ó Senhor, dê isso para mim! Eu adoraria poder urinar em pé. Parece ser o tipo de coisa que um homem deve poder fazer. Por favor, por favor, por favooooor!
Ele saltitava de emoção como uma criança. Eva sorriu e disse a Deus que se Adão queria tanto essa coisa, que ficasse com ele. Então Deus deu a Adão a coisa que lhe permitira mijar de pé e o deixava tão excitado. Ele começou a mijar em tudo o que via, nas plantas, nas árvores, para o alto. Chegou até a escrever seu nome na areia, dando gargalhadas de prazer. Deus e Eva ficaram olhando-o por uns tempos e então Deus disse a Eva:
- Bom, eu ainda tenho a outra coisa e vou dá-la a você, Eva.
- E o que é, Senhor? - perguntou Eva.
- O cérebro - disse Deus.

 

SOBRE O CÉU E INFERNO
Conta uma velha anedota que quando Madre Tereza de Calcutá morreu e chegou ao paraízo, na primeira noite Deus pediu pizza. Madre Tereza se deliciou. 
Na segunda noite Deus pediu comida chinesa e Madre Tereza ficou satisfeita.

Na terceira noite foi um sanduiche por delivery. 
Na quarta noite Madre Tereza disse:
- Senhor eu não quero reclamar, mas não dá pra cozinhar?
E Deus respondeu:
- Eu detesto cozinhar pra dois! kkkkkkkk

 

A LOIRA
Uma loira saiu da igreja gritando:
- Aleluia, aleluia! Ontem eu estava nos braços do capeta, hoje estou nos braços de Jesus!

Um bêbado que passava pela rua gritou:
-E pra amanhã, já tem compromisso?

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Sudoku
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Somos muito incongruentes. Sabemos o que devemos fazer para alcançarmos uma vida plena, mas, geralmente, fazemos tudo errado. Vivemos, na prática, aquele bordão: faça o que eu digo, não faça o que eu faço, sempre buscando dar a impressão de que fazemos tudo certo. 
Nesta semana, uma leitora de 100 Palavras me chamou de hipócrita. Fiquei surpreso, ofendido. Em segundos,
porém, passaram pela minha cabeça todos os textos que já escrevi. Constatei, envergonhado, como sempre estive distante de agir da maneira mais correta.
Nesse instante, sofri. No seguinte, porém, eu me lembrei: sou humano, posso voltar a tentar. E vou!

 

Publicado na edição 758 - 24/08/2024

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Há pessoas que nascem com um dom raro: a capacidade de transformar minutos em horas sem sentir o menor peso da consciência. Ela é assim. Uma espécie de sacerdotisa da calma, guardiã da lentidão, mãe espiritual de todos os atrasados do planeta.

Saiu do trabalho para o almoço com tempo suficiente. Mas tempo, para ela, era um conceito filosófico, não uma urgência prática. Entre uma conversa imaginária e outra no espelho do banheiro, o relógio avançou sem pedir licença. Quando percebeu, faltavam dez minutos para voltar.

Chamou o namorado.

Saíram correndo — quer dizer, ele saiu correndo. Ela saiu no ritmo habitual de quem acredita que o universo espera.

No caminho, pediu uma parada na padaria. “Rapidinho”, disse. A palavra “rapidinho”, na boca dela, tinha a elasticidade de um feriado prolongado.

Ele já conhecia o ritual. Enquanto ela desaparecia entre pães e vitrines, procurou algo para ouvir. Encontrou um CD antigo. Colocou para tocar. Era Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana.

A música rodou inteira.

Depois rodou de novo.

E quando João de Santo Cristo já avisava pela terceira vez para nunca brincar com peixe de ascendente escorpião, ela finalmente apareceu.

Entrou no carro em silêncio, enquanto ele despejava uma bronca quase poética de desespero. Quando o motor ligou, veio a frase inevitável:

— Espera… esqueci o refrigerante.

Ele desligou o carro como quem desliga a esperança.

Ela voltou para a padaria.

Dessa vez ele trocou a música. Sabendo da espera longa, mudou para "Metal Contra as Nuvens".
À tarde, ela chegou em casa chorando.
Não por amor, pelo emprego, mas pelo desespero do desemprego,  fora demitida.
A paciência, afinal, tinha mãe.
Mas a chefe não era filha dela. 😅⏰

 

ORAÇÃO MILAGROSA
Faça com muita fé,
várias vezes ao dia.

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres,

bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

 

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  1. Arte Cultura

Arte Cultura

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ENQUANTO SOBE OS

CRÉDITOS, CURTAM

O CHICO CHICO