843p01.jpg
843.jpg
843p02.jpg
satelitelivraria.jpg
canetas.jpg

 

O Silêncio do Rei

O mundo do alto rendimento é uma engrenagem voraz que não aceita pausas. Nele, o silêncio é frequentemente confundido com derrota. Em 2022, Gabriel Medina, acostumado a domar gigantes de água, enfrentou uma onda invisível, mas muito mais devastadora: o esgotamento mental. Enquanto o público esperava o próximo aéreo impossível, ele escolheu o chão.

Parar quando todos esperam que você acelere não é desistência; é estratégia. No esporte de elite, a vulnerabilidade é o último tabu, e Medina o quebrou com a coragem de quem sabe que um topo sem base é apenas uma queda anunciada. Ele trocou o clamor das multidões pelo retiro necessário, entendendo que a mente é o motor que sustenta o corpo.

Sua volta em Teahupo'o foi a prova real dessa reconstrução. Ao flutuar sobre as águas da Polinésia, ele não trouxe apenas técnica, mas uma leveza que só o autoconhecimento proporciona. A lição deixada é clara para qualquer líder: o sucesso sustentável é uma maratona, e saber a hora de recuar é o que diferencia o campeão efêmero da lenda inabalável. Às vezes, é preciso submergir no silêncio para emergir, enfim, invencível.

 
kafta e andbem.jpg
expediente.jpg
843p03.jpg
nadircarna.jpg

Celebrar os bons momentos ficou ainda mais gostoso! 🎂✨

Seja para um aniversário, uma reunião de família ou aquele evento especial em empresa, o Kit Festa da Nadir oferece a solução completa que você precisa, com duas lojas: São Sebastião e Ilhabela.

São mais de 20 anos de tradição entregando qualidade, carinho e os melhores sabores da região:
✅ Bolos irresistíveis e tortas decoradas
✅ Docinhos artesanais que derretem na boca
✅ Salgados sequinhos e sempre fresquinhos

Trabalhamos para que sua única preocupação seja aproveitar a festa!

📍 Atendemos encomenda de todo litoral norte pelo WhatsApp:
SÃO SEBASTIÃO 📞(11) 97276-9865
ILHABELA📞(11) 93384-2541

🌐 Saiba mais em: www.kitfestadanadir.com.br

#KitFestaDaNadir #SaoSebastiao #Ilhabela #Festa #DocesESalgados 

#LitoralNorte #Eventos #BolosDecorados #GastronomiaLitoral
@nadirkitfesta

 

843p04.jpg

Em São Sebastião, o riso resolveu tirar férias — e não foi sozinho. Trouxe mala, cuia, microfone e um elenco que mais parece reunião de condomínio do humor brasileiro: Bruna Louise, Fábio Rabin, Carioca, Falcão, Hélio de La Peña e Marisa Orth, entre outros conspiradores da gargalhada.

 

O tal do Festival Hahaha começou como quem não quer nada, mas já chegou ocupando espaço na agenda e no abdômen da população — porque rir, meu amigo, também dá dor muscular. Tem gente saindo das apresentações com a sensação de que fez crossfit emocional: três séries de piada, quinze repetições de gargalhada e um alongamento final pra recuperar o fôlego.

 

Na plateia, a fauna é diversa. Tem o sujeito que ri antes da piada terminar, como se tivesse informações privilegiadas do roteiro da vida. Tem a moça que tenta segurar o riso “com elegância”, mas acaba fazendo um barulho de chaleira antiga. E tem aquele cidadão sério, braço cruzado, que foi obrigado a ir — mas que, traído por um stand-up certeiro, solta uma risadinha tímida e imediatamente olha pros lados, como quem diz: “isso não saiu de mim”.

No palco, cada humorista parece disputar o título de “quem faz a plateia esquecer do mundo por mais tempo”. Bruna Louise chega com sua metralhadora de verdades afiadas, Fábio Rabin transforma caos em piada, enquanto Hélio de La Peña entrega aquele humor que faz você rir e pensar — às vezes nessa ordem, às vezes ao mesmo tempo. Já Falcão prova que o nonsense é uma arte refinada, e Marisa Orth entra como quem domina o palco desde o tempo em que a televisão ainda tinha botão.

 

E assim, entre uma piada e outra, São Sebastião vai virando capital provisória da alegria. Porque, no fundo, o festival não é só sobre humoristas — é sobre gente comum lembrando que rir ainda é o melhor jeito de encarar o absurdo que insiste em ser a vida.

 

No fim das contas, o Festival Hahaha deixa uma lição importante: se o mundo anda meio sem graça, a solução pode estar num palco, num microfone… e numa boa gargalhada compartilhada.

63016.jpg
oftalmo.jpg
843p05.jpg

SPAÇO 5ª SÉRIE

dequinta.jpg

1. Por que o homem jogou o relógio pela janela? 
Porque ele queria ver o tempo voar!

 

2. O que uma gota falou para outra? 
Você é uma "gotosa"!

 

3. Por que o livro de matemática ficou de castigo? 
Porque ele tinha muitos problemas! mais apetite.

 

4. Você sabia que a cenoura pode te deixar cego? 
Basta que alguém enfie ela no teu olho.

 

5. Qual é o cúmulo do azar? 
Cair de costas e bater com a cabeça no chão!

 

6. O que o cavalo foi fazer no orelhão? 
Passar um trote!

 

7. Qual é o animal mais antigo do mundo? 
A zebra, porque ela ainda é preto e branco!

 

8. Por que a banana não foi ao baile? 
Porque ela estava descascada.

 

9. Por que o gato não gosta de computador? 
Porque ele prefere o "mouse"!

 

10. O que o pato disse para a pata? 
Vem quá!
11. Você sabia que um jogador de tênis, mesmo descalço, ainda é um jogador de tênis?

 

12. O que o elétron disse para o próton? 
"Você é muito positivo!"


13. O que o lápis disse para a borracha? 
"Você está apagando toda minha história!"


14. O que a pipoca falou para o milho? 
"Vamos estourar nessa festa!"


15. Por que o elevador não gosta de piadas? 
Porque ele sempre desce "no nível"!
16. Você sabia que o touro mecânico não sabe consertar um carro? 

encontro.jpg
marimoveis.jpg
843p06.jpg
phd.jpg
Captura de tela_6-4-2026_21318_www.meta.ai.jpeg
O AMIGO DE CADA SIGNO NO CHURRASCO

(Qual é o seu?)

 

Cheguei no churra com a minha tardiciuonal  sacola de pão de alho e encontrei o mesmo de sempre: fumaça, pagode sofrível no bluetooth do cunhado e doze arquétipos tentando provar que “cada um tem seu papel” no ritual sagrado da carne. Spoiler: todos estão certos.
Áries chegou primeiro, acendeu a churrasqueira com dois gravetos e o vento da própria impaciência. Reclamou que a brasa estava “lenta” aos 45 segundos e já tinha virado o primeiro espeto três vezes. Quando queimou o dedo, disse que foi “teste de resistência”. Comeu em pé, porque sentar atrasa.
Touro trouxe a picanha “de confiança” e um banquinho. Instalou-se ao lado da grelha como conselheiro amoroso da gordura. “Deixa dourar, calma”, repetia, enquanto guardava um pedaço “para mais tarde” que desapareceu em dois minutos. Defendeu o ponto da carne como se fosse cláusula pétrea.
Gêmeos ficou entre a mesa e a churrasqueira, entre o grupo do vinagrete e o da farofa, contando três histórias ao mesmo tempo — todas terminando com “e aí vocês não vão acreditar”. Sumiu para atender uma ligação e voltou com mais dois convidados que ninguém conhecia, mas que já sabiam onde ficava o copo.
Câncer chegou com a travessa de maionese da mãe, o pote de arroz da tia e um álbum de fotos do último churrasco. Chorou lembrando do cachorro que roubou um espeto em 2019 e serviu todo mundo antes de se servir. Ofereceu cobertor quando caiu a brisa das sete.
Leão trouxe o avental escrito “Mestre da Brasa” (presente dele para ele). Fez live virando a carne em câmera lenta, pediu aplausos para a crosta perfeita e declarou: “Hoje eu vou salvar este evento”. E salvou mesmo — depois que o Touro sussurrou o ponto certo.
Virgem alinhou os espetos por tamanho, limpou a grelha com escovinha e cronometrou o descanso da carne no celular. Fez uma planilha mental dos pedidos: “três ao ponto para a mesa dois, duas mal passadas para a esquerda”. Reclamou do carvão úmido e, ainda assim, foi quem impediu que a linguiça rolasse para o chão.
Libra ficou indecisa entre coxa e coração, entre cerveja e caipirinha, entre ficar perto da música ou da fumaça. Montou o prato mais bonito da noite e perguntou a todos se estava bom. Apresentou gente que não se conhecia e garantiu que o guardanapo combinava com a toalha.
Escorpião chegou quieto, observou. Sabia quem tinha levado só o refrigerante diet e quem tinha “esquecido” a carteira. Controlou a tábua como se fosse território. Sussurrou ao ouvido do assador: “tira agora”. Estava certo. Comeu devagar, sustentando contato visual com quem duvidou do ponto.
Sagitário trouxe o primo, o vizinho e um violão desafinado. Propôs um brinde a cada rodada, contou que fez “o melhor churrasco da vida” no Uruguai e tentou convencer todo mundo a estender a noite para uma praia. Derrubou a farofa, riu, limpou com o pé.
Capricórnio apareceu com a lista de quem ia rachar o carvão e o gelo. Calculou o custo por pessoa, conferiu se a carne estava no peso prometido pelo açougueiro e sugeriu um “cronograma de viradas”. Comeu em silêncio, aprovou com um aceno curto. No fim, levou as sobras em potes etiquetados.
Aquário trouxe o queijo coalho vegano e um discurso sobre a termodinâmica da brasa. Instalou uma luzinha USB na churrasqueira “para melhorar a visibilidade”. Inventou um molho que ninguém entendeu, mas todos repetiram. Saiu cedo porque tinha “uma reunião com um coletivo”.
Peixes esqueceu a carne que prometeu, chegou com um bolo e uma história. Distraiu-se com a fumaça e quase colocou o espeto na caixa de som. Ficou na beira da piscina, pés na água, dizendo que a noite estava “mágica”. Foi o último a ir embora, porque perdeu a noção da hora e achou lindo.

 

No fim, a brasa virou cinza, a farofa virou mapa do tesouro no chão e todo mundo jurou que “o próximo a gente marca direitinho”. O zodíaco não explica tudo, mas explica por que o Áries vira, o Touro vigia, o Virgem cronometra e o Sagitário ainda está tentando convencer alguém a pernoitar na praia até o sol nascer.
vetbacana.jpg
843p07.jpg
843p08.jpg
Sudoku
LUA5.jpg
ze.jpg
esperança.jpg
843p09.jpg

 

A vida não tem sentido. É apenas um rio que nos leva da maternidade ao cemitério. Como temos pavor disso, buscamos resistir à correnteza, inventando máquinas e poções capazes de nos tornar imortais. Também tentamos fugir dela usando drogas ou criando alucinações coletivas, como um céu governado por um ou vários deuses, onde a morte não existiria.
Se aceitássemos, ativa, total e profundamente, essa correnteza, sentiríamos sua beleza e seu perfume: do primeiro choro ao último suspiro; nos sorrisos e nas lágrimas. Isso se chama Vida Plena. Não, não é imortal.
De tão profunda, porém, torna-se Eterna em cada segundo.

 

Publicado na edição 608 - 09/10/2021 

 

NIVER.jpg
Dizem que o tempo é um escultor implacável, mas esquecem de dizer que ele também apura a nossa visão. Hoje, ao olhar pelo retrovisor e completar 70 anos, percebo que o que mudou não foi apenas a paisagem ao meu redor em São Sebastião, mas a lente pela qual enxergo o mundo.

 

Comecei em jornais, em uma época em que as notícias batiam no ritmo das teclas de uma máquina de escrever.
O cheiro do papel e a espera pelo revelado das fotos eram o compasso do nosso trabalho. Se me dissessem, décadas atrás, que eu estaria hoje editando a Revista Ria com o auxílio de inteligências artificiais, criando artes digitais e conectando pessoas através de telas que cabem na palma da mão, talvez eu sorrisse com incredulidade.
Mas a verdade é que a tecnologia é apenas uma ferramenta; a alma continua sendo a mesma: a vontade de contar uma boa história.

 

Muitos associam a maturidade ao descanso, ao "parar". Eu prefiro associá-la ao "refinar". Usar a tecnologia hoje, através da redes sociais ou nas páginas desta revista, não é um desafio de superação, mas um exercício de renovação. É a prova de que a criatividade não tem data de validade e que o olhar de um editor se mantém fresco enquanto houver curiosidade.
 
Neste fim de semana, convido você, leitor, a olhar para o novo com menos medo e mais apetite. Seja descobrindo uma nova ferramenta digital ou redescobrindo um canto esquecido da nossa cidade, o segredo está em manter a mente aberta.
Chego aos 70 com a certeza de que o melhor layout ainda está por vir e que a próxima edição é sempre a oportunidade perfeita para aprender algo novo.
 
Bom fim de semana e boa leitura!
Nivaldo Gonçalves 

 

Na minha imaginação, um dia a Revista Ria me perguntou:

QUEM EU SOU?

Respondi alguns dias após longa reflexão com está música, que nomeie  "MALCRIADO"

 

"Eu sou o sapato que machuca seu dedo
Melodia sem rima que foge do enredo

Um café sem açúcar derramado na cadeira

Uma piada sem graça que ningué riu na feira

 

Eu quando a cuva cai, sou um guarda-chuva furado

Uma meis que desliza pelo piso molhado

Sou seu calo na quina do sofá

O seu esgorço pra não chorar.."

 

Ouça inteira no vídeo abaixo

 

 

 

ORAÇÃO MILAGROSA
Faça com muita fé,
várias vezes ao dia.

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres,

bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

 

ANUNCIE.jpg
uteis.jpg

ENQUANTO SOBE OS

CRÉDITOS, CURTAM

TEMA DO RIA